Com certeza você já ouviu falar sobre a coleta e armazenamento de células-tronco. Apesar da popularidade, essa prática só se tornou comum no início dos anos 2010 pelo armazenamento do sangue do cordão umbilical. Aos poucos, outras fontes de coleta de células-tronco foram aparecendo. É o caso do Dente de Leite, Dente do Siso, Tecido adiposo e Céu da Boca, quatro fontes que a R-Crio realiza a coleta. Hoje, milhares de famílias possuem as células-tronco armazenadas, principalmente pela maior compreensão das aplicações dessas células na saúde. Hoje vamos apresentar tudo que você precisa saber sobre a importância das células-tronco no tratamento de doenças. Segue conosco!

Células-tronco: o que precisamos saber.

Primeiramente, vamos entender o que são as células-tronco. Elas são células indiferenciadas, como “cartas curingas” do nosso organismo. Existem diversos tipos de células-tronco para cada fase do desenvolvimento do organismo.

Por exemplo, o Zigoto, célula que dá origem a todo nosso organismo, é uma célula-tronco totipotente. Ela é a célula capaz de formar todos tecidos do embrião, e tecidos extraembrionários, como a placenta. Depois, as células se especializam mais, formando as células-tronco embrionárias. Então, após o nascimento, as células se especializam ainda mais, formando as células-tronco adultas ou multipotentes.

Hoje vamos focar no uso das células-tronco adultas na saúde.

Tipos de células-tronco adultas.

É importante entendermos a definição dos tipos de células-tronco pois cada um deles tem sua importância no tratamento de doenças.

Células-tronco hematopoiéticas (do sangue)

São as células-tronco adultas coletadas do sangue do cordão umbilical. A R-Crio não trabalha com essa fonte de coleta, porém muitos outros laboratórios fazem o armazenamento por essa fonte. O armazenamento de células-tronco se popularizou por essa fonte, porém, muitos médicos passaram a não recomendar essa fonte. Isso porque essas células-tronco não conseguem se multiplicar em laboratório. Sendo assim, muitos tratamentos exigiam uma quantidade de células superior à quantidade armazenada, fazendo com que a família tivesse que buscar um doador mesmo fazendo a criopreservação de forma privada em laboratórios.

Essas células são usadas em tratamentos de doenças autoimunes, como a leucemia. Grande parte dos tratamentos consiste em “reiniciar” o sistema imunológico do paciente. Os médicos destroem as células imunológicas defeituosas, e então fazem um transplante do sangue do paciente com células-tronco hematopoiéticas. Dessa forma, as novas células irão formar um novo sistema imunológico com ausência da doença imunológica original.

Células-tronco mesenquimais (dos tecidos sólidos).

A R-Crio trabalha somente com esse tipo de célula-tronco, o que fez nos tornarmos especialistas nessa linhagem celular. Esse tipo de célula tem a capacidade de formar novas células de tecidos sólidos do organismo. São exemplos os órgãos, como coração, fígado, rim, e alguns tecidos, como vasos sanguíneos, cartilagem, osso, pele, tecido nervoso (neurônios), células produtoras de insulina, entre muitos outros.

A vantagem em comparação à hematopoiética é que essa célula pode sim se multiplicar em laboratório. Então, se o médico necessitar 100 milhões de células, podemos multiplicar a amostra criopreservada e chegar nessa quantidade. E mais: se o cliente preferir, podemos manter uma amostra congelada, multiplicar e continuar criopreservando mesmo após uma solicitação de tratamento.

A importância das células-tronco no tratamento de doenças.

Olhando para as células-tronco mesenquimais, podemos destacar algumas funcionalidades desse “medicamento natural” presente em todo organismo, e que pode mudar – e muito – as perspectivas de tratamento de doenças ainda consideradas incuráveis.

Regeneração e substituição de células defeituosas.

Naturalmente, ao longo de nossa vida e do nosso envelhecimento, nossas células passam a não funcionar como antes. Por exemplo, nossos neurônios passam a não se comunicar como antes, ou nossas células produtoras de insulina já não trabalham corretamente. Outro exemplo é no caso de infarto. Após o infarto, as células do músculo cardíaco não funcionam como antes.

Nesse contexto, as células-tronco mesenquimais podem ser transformadas em células desses tecidos e órgãos. A vantagem é que as células congeladas possuem a idade com que foram coletadas. Assim, elas irão gerar células mais jovens do que seu organismo atual, funcionando da mesma forma como seu corpo funcionava a anos atrás.

Tratamento anti-inflamatório.

Células-tronco mesenquimais possuem uma característica pouco conhecida, mas extremamente relevante para a pessoa que possui esse material congelado. As células emitem sinais capazes de controlar a inflamação do organismo. É o chamado potencial imunomodulatório. Ela controla a resposta inflamatória, a qual, em muitas doenças, são agravantes para a recuperação do paciente.

Essa forma de tratamento pode ser utilizada em lesões de cartilagem, por exemplo. A inflamação é associada a dor, e é um problema comum em atletas profissionais e amadores. Nesse caso, além de controlar a inflamação, as células poderiam auxiliar a regeneração do tecido da cartilagem lesionada. Outro exemplo é a Covid-19. Sabemos que a inflamação é o que leva o paciente à um estado grave, e muitos estudos – inclusive da R-Crio – buscam tratar a doença com células-tronco. Por fim, mais um exemplo é o uso desse potencial para cicatrização. A cicatriz é uma resposta inflamatória do organismo, fazendo com que o processo de regeneração não aconteça adequadamente. Tratando com células-tronco pode-se transformar o processo de cicatrização num processo de regeneração, melhorando a estética da cicatriz.

Transporte de medicamentos.

Células-tronco mesenquimais possuem uma grande atração por tecidos inflamados. Elas se movem espontaneamente para esses locais. Essa característica abre possibilidades para o tratamento de doenças. Existem pesquisas de tratamentos que utilizam as células-tronco para levar certos medicamentos ao local exato onde há a necessidade, como no caso do Alzheimer.

No exemplo do Alzheimer, muitos medicamentos possuem dificuldade de migrar para a região afetada, uma vez que o cérebro possui um mecanismo de defesa natural contra toxinas. Mas as células-tronco conseguem “driblar’ esse sistema.

Estudo de doenças e condições genéticas.

Outra forma de uso é o estudo de doenças. Nesse caso, as células-tronco não seriam o tratamento, mas uma forma de entender as células do paciente e encontrar o melhor tratamento. O melhor exemplo é o autismo. O autismo (que não é uma doença, e sim uma condição), é uma alteração genética nos neurônios. Pesquisadores já realizaram estudos utilizando células-tronco de crianças autistas.

Primeiro, analisaram as células-tronco de crianças autistas e não autistas. Eles reparam que certos genes eram expressados incorretamente nas células-tronco de crianças autistas. Em um segundo momento, transformaram as células-tronco dos dois grupos em neurônios, e a hipótese foi confirmada. Os neurônios autistas tinham deficiência de genes associados à transmissão nervosa e possuíam ramificações mais curtas.

Por fim, após alguns testes, descobriram que certos tipos de medicamentos possuem mais eficiência em neurônios com determinada alteração genética. Ou seja, puderam descobrir um tratamento personalizado e mais eficiente baseado no estudo genético do neurônio autista. E tudo foi possível por meio das células-tronco mesenquimais das crianças.

Uso com biomateriais.

Um pouco parecido com o uso para regeneração. Nesse caso, as células-tronco são associadas à um biomaterial. Biomateriais são utilizados dentro do corpo humano, como marcapasso, implantes dentários e até mesmo lentes de contato. Porém, com conhecimento em bioengenharia (e a R-Crio trabalha também nessa área), pode-se desenvolver biomateriais que sejam atraentes para as células.

Implantes dentários, por exemplo, são estruturas metálicas implantadas no paciente. Porém, pode acontecer de haver uma rejeição do organismo. Também, em outros casos, o paciente pode não ter estrutura óssea suficiente para receber o implante. Nesse caso, as células-tronco poderiam ser associadas ao implante para formar osso, realizando o que chamamos de osseointegração. Assim, as células-tronco formariam uma camada no implante e, em contato com a boca do paciente, passariam a formar osso. Ou seja, o implante dentário teria uma camada de osso do próprio paciente.

Outro exemplo interessante é o uso para regeneração de cartilagem de joelho, como já falamos. Pode-se utilizar as células-tronco associadas à um hidrogel. Esse gel seria atrativo para as células-tronco, mantendo todas células juntas para promoverem a regeneração. Aos poucos, o hidrogel seria absorvido pelo organismo, sobrando somente as células-tronco aglomeradas para regenerar e controlar a inflamação local.

E qual a participação da R-Crio nisso tudo?

Definitiva! Todas formas de uso das células-tronco no tratamento de doenças começa com a criopreservação!

A R-Crio é um laboratório que realiza a coleta, transporte, criopreservação e preparação das células-tronco para terapias celulares ou ensaios clínicos. Sabemos que, antes de tudo, é necessário ter o insumo principal e na melhor qualidade para fazer uso das terapias celulares: células-tronco congeladas.

O congelamento das células-tronco é importante principalmente por um motivo: nosso corpo envelhece todos os dias, e nossas células de hoje nunca serão saudáveis como as células de ontem. Por isso, congelar as células-tronco é como ter uma partezinha do seu corpo preservada jovem para sempre!

E não se engane! Mesmo adultos e idosos podem coletar células-tronco com a R-Crio. Mesmo com idade já avançada, o pensamento é o mesmo. Devemos armazenar sempre o quanto antes.


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Qual importância das células-tronco no tratamento de doenças?
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Diferentes doenças ainda não possuem cura ou tratamento, mas isso está mudando. Veja hoje a importância das células-tronco no tratamento de algumas doenças.
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R-Crio Células-tronco