A alimentação tem um papel fundamental na nossa vida. Quem nunca pensou em procurar um nutricionista ou seguir formatos prontos da internet para tentar melhorar a saúde? Hoje, com o avanço da tecnologia, sabemos de formas mais eficazes de entender o que nosso corpo precisa. Deixe de lado a ideia de ‘tentativa-e-erro’ e venha conhecer a Nutrigenética.

O termo Nutrigenética surgiu em 1975 no livro “Nutrigenetics: new concepts for relieving hypoglycemia” (Nutrigenética: novos conceitos para amenizar a hipoglicemia) escrito pelos Doutores Brennan e Mulligan. Porém, o termo ganhou destaque após as pesquisas do Projeto Genoma Humano, responsável por sequenciar e mapear todos os genes dos seres humanos.

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O Projeto Genoma Humano, iniciado em 1990, foi responsável por trazer grandes avanços na área biomédica e, atualmente, vem revolucionando a forma de se pensar na alimentação (Reprodução: Freepik)

MAS O QUE É A NUTRIGENÉTICA?

Como sabemos, cada indivíduo possui um DNA próprio, com seus polimorfismos (variações genéticas como predisposição a diabetes, pressão alta, etc) únicos que necessitam de esforços, nutrientes e alimentações específicas.

Nos últimos anos, pesquisas descobriram que os genes e a alimentação estão mais ligados do que se imaginava. A ciência da Nutrigenética vem realizando estudos para entender como o DNA e os polimorfismos interagem com a alimentação específica de cada pessoa. Com isso, a ideia de se realizar testes preditivos para mapear o gene e entender exatamente o que seu corpo precisa se tornou mais real do que nunca. Ou seja, com os testes genéticos fez-se possível descobrir se uma pessoa tem predisposição a certas doenças e, de forma conciliada a um nutricionista, realizar uma dieta específica para o que seu corpo necessita.

QUAIS SÃO OS BENEFÍCIOS DA NUTRIGENÉTICA?

A possibilidade de realizar uma dieta personalizada para a sua própria necessidade genética é o maior benefício que vemos logo de cara, porém, como isso se dá de forma prática? Um exemplo claro que podemos usar é a dieta com lactose. Enquanto uma pessoa pode se adaptar sem nenhum problema aos alimentos, outra, pode sofrer com muitos desconfortos com a mesma dieta.

Além de especificar o que você pode evitar, também pode auxiliar no que você necessita mais. Por exemplo, uma dieta com ferro ou vitamina D para reforçar suas carências, prevenir doenças e garantir nutrientes que seu corpo tenha maior facilidade de absorver.

Basicamente, estamos falando sobre como evitar doenças crônicas e auxiliar para que seu corpo exerça as funções com alimentos que o favorecem, evitando que você passe por várias dietas “desnecessárias” ou melhor, diminuindo a ideia “comum” de ‘tentativa-e-erro’.

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O tratamento nutrigenético deve ser feito com acompanhamento de um profissional nutricionista para melhores resultados (Reprodução: Freepik)

POR ONDE COMEÇAR?

Antes de tudo recomendamos você começar procurando um nutricionista ou algum especialista da área, somente eles vão ter o conhecimento necessário para te indicar qual tratamento é o mais indicado para o seu organismo.

Junto ao seu nutricionista você pode pesquisar o tratamento nutrigenético. O tratamento é oferecido por diversos laboratórios especializados, como o Centro de Genoma, GenePlanet e o ConectGene que contam com diversos testes.

Por fim, vale salientar que o tratamento nutrigenético é visto como a melhor forma de nutrição para o futuro, sendo assim,  não deixe de consultar seu nutricionista e cuidar da sua saúde!

PLANEJAMENTO PARA A VIDA!

Em suma, o teste genético é uma forma de conhecer a si mesmo a partir de uma ótima microscópica e biológica. Esse conhecimento pode ser uma oportunidade para planejar sua saúde e métodos que podem auxiliar na sua qualidade de vida.

O armazenamento de células-tronco é um deles! Caso o teste genético aponte alguma propensão futura à doença ou condição, o congelamento de células-tronco pode ser mais vantajoso por permitir que você preserve a matéria-prima de seu corpo jovem: suas próprias células.

Continue lendo nosso blog para saber mais! Até a próxima!

Escrito Por: Marcos Lourenço – Jornal Júnior – Unesp/Bauru
Editado Por: R-Crio Células-tronco