Longevidade de vida é uma tendência no Brasil e no mundo, e muitos são os fatores que contribuíram para aumentarmos nossa expectativa de vida. O mundo passou por transformações e a ciência promoveu maravilhas tecnológicas que permitiram comemorarmos cada vez mais aniversários com nossos avós. Descubra nesse texto porque a longevidade de vida aumentou no mundo todo, e entenda como ter mais longevidade e expectativa de vida por meio de pequenas mudanças no dia a dia.

Evolução da Longevidade de Vida

A evolução da longevidade cresce vertiginosamente desde o início do século. Entretanto, mesmo que no início do Século XX tivemos grandes revoluções na medicina, a expectativa de vida ao redor do mundo continuou crescendo por todo Século XXI também.

No Gráfico abaixo, obtido por meio do site Our World In Data, podemos ver claramente o aumento na expectativa de vida nos anos 1900 quando foram inventados novos medicamentos, como vacinas e antibióticos. Mas, posteriormente, o mundo se envolveu nas Grandes Guerras, e a expectativa caiu bruscamente nos anos 40. Mesmo assim, a expectativa de vida continuou crescendo, e levando novos desafios para a comunidade médica.

Como já falamos em outros textos, o aumento da longevidade fez com que doenças, antes consideradas raras, tivessem maior incidência, como as doenças neurodegenerativas, doenças crônicas pulmonares, cânceres e diabetes. Isso é facilmente entendido por cientistas e profissionais da saúde, pois, naturalmente, o corpo não foi feito para viver com auxílio de medicamentos e outros recursos. Nesse sentido, as células passam a falhar ao desempenhar suas funções, e por isso essas doenças são frequentemente relacionadas ao envelhecimento.

evolução expectativa de vida

Fonte: Our World In Data

Por que a longevidade de vida aumentou?

No início do Século XX a sociedade evoluiu em diversos sentidos que contribuíram para o aumento da longevidade de vida. Infelizmente, alguns desses avanços foram permitidos somente por conta das duas Grandes Guerras Mundiais que o mundo se envolveu, como é o caso da descoberta da Penicilina por Alexander Flamming, médico da 1º Guerra Mundial.

Mas, como falamos, não foi somente a descoberta de novos medicamentos que fez com que a expectativa de vida aumentasse. Na metade do século XX também foram feitos os primeiros transplantes de órgãos, e medidas de saneamento básico foram implementadas no mundo todo, diminuindo a incidência das doenças infectocontagiosas.

Também podemos mencionar que a população passou a ter mais instrução, tomando medidas para ter uma vida mais longeva. Na semana passada publicamos um texto sobre o tabagismo e os males que o fumo causa na saúde. Para se ter uma ideia, de acordo com o site Our World In Data, em 2000, 32,8% da população brasileira acima de 15 anos fumava um cigarro diariamente. Em 2018 esse número era de 16,5%.

Como aumentar a longevidade de vida?

Naturalmente a longevidade está aumentando no mundo todo e pequenas atitudes podem fazer com que vivamos mais. Veja algumas dessas atitudes abaixo, e tente as incorporar no seu dia a dia.

Consumo moderado dos alimentos.

Não faz bem para a saúde comer até se sentir “cheio”. Isso foi verificado pelo escritor e empresário Dan Buettner, conforme foi publicado pela UOL em 2019. O autor pesquisou os hábitos das pessoas que vivem em países mais longevos e constatou que é um hábito desses países não comer até ficar super satisfeito. De acordo com a publicação, é importante mastigar lentamente os alimentos, já que o cérebro demora cerca de 20 minutos para registrar a saciedade após a primeira garfada. A alimentação em excesso também está relacionada a obesidade, que, por sua vez, desencadeia outras doenças graves, como doenças cardíacas e diabetes.

Uma pesquisa promovida pelo Centro de Pesquisas Biomédicas Pennington, dos EUA, concluiu que cortar 15% das calorias diárias pelo período de dois anos já retarda o processo metabólico, diminuindo o dano da oxidação e protegendo o corpo de doenças relacionadas ao envelhecimento.

Faça exercícios por toda a vida.

O corpo necessita de movimento, e, como já falamos, da mesma forma que ele não foi feito para viver tanto, ele também não foi feito para ficar parado. Após os 50 anos começamos a perder massa muscular, processo chamado de sarcopenia. Estima-se que cerca de 1% e 2% de massa magra seja perdida anualmente. A USP realizou uma pesquisa e constatou que a queda progressiva da composição natural é um fator relacionado a longevidade.

Nesse estudo, realizado ao longo de quatro anos com um grupo de 839 idosos, os pesquisadores observaram que o risco de mortalidade em geral durante o período foi de 63 vezes maior entre mulheres com pouca massa apendicular (massa dos braços e pernas) e 11,4 vezes maior entre homens. A OMS recomenda 150 minutos (2,5 horas) de exercício físico toda semana, principalmente musculação. Atividades diárias que exigem movimento, como caminhar para o trabalho e subir escadas são recomendadas também.

Alimentação inteligente.

De acordo com a UOL, em todas as idades, os problemas de alimentação incluem tanto a desnutrição quanto o consumo excessivo de calorias. Uma dieta equilibrada para mais longevidade de vida consiste em consumir todos os MACROS (proteínas, gorduras e carboidratos) e MICRONUTRIENTES (vitaminas e minerais). O Guia Alimentar para a População Brasileira, criado pelo Ministério da Saúde, criado em parceria com a Organização Pan-americana de Saúde, Organização Mundial de Saúde e a Universidade de São Paulo, recomenda priorizar alimentos naturais e frescos, e utilizar óleos, gorduras, sal e açúcar em pequenas quantidades, bem como evitar alimentos processados e ultraprocessados.

A Universidade de Harvard fez um estudo durante 12 anos para avaliar mudanças na dieta de 74 mil pessoas. Dessa forma, constataram que pequenas mudanças são suficientes para aumentar significativamente a expectativa de vida. Os resultados mostraram que as pessoas que comeram melhor, ingerindo grãos, frutas, vegetais e peixes, ricos em ômega 3, reduziram entre 8% e 17% o risco de morte prematura por qualquer causa. A piora na qualidade da dieta mostrou um aumento na mortalidade de 6% a 12%.

Saúde mental para viver mais.

Além dos fatores físicos, a saúde mental está cientificamente associada a longevidade. Uma pesquisa, realizada em colaboração de diversas universidades renomadas dos EUA, como a Escola de Medicina da Universidade de Boston e a Escola de Medicina da Universidade de Harvard, analisou 71 mil homens e mulheres durante 30 anos e 10 anos, respectivamente. Com isso, eles constataram que as pessoas consideradas otimistas tiveram vidas de 11% a 15% mais longas que os considerados pessimistas, além de possuírem chance de 50% a 70% maior de chegarem aos 85 anos.

Ter propósito.

Ter um plano de vida também ajuda a viver mais. Um estudo realizado na Inglaterra analisou 9.050 pessoas com idade média de 65 anos. Ao longo dos oito anos e meio de pesquisa foi constatado que as pessoas que sentiam que o que faziam realmente valia a pena tiveram 30% menos chances de morrer, e viveram, em média, dois anos a mais do que os demais. A explicação é que as pessoas com propósito são mais motivados e possuem mais controle sobre suas emoções. Além disso, levam uma vida mais saudável e apresentam melhores índices metabólicos, com um sistema imunológico mais fortalecido e melhor desempenho cerebral.

Estresse.

Situações de estresse são comuns, mas viver estressado é muito prejudicial para a saúde. A situação de estresse faz com que haja uma série de reações físicas e emocionais, desencadeando problemas capazes de causar ou acelerar a morte e antecipar o envelhecimento. Enfraquecimento do sistema imunológico, alteração no sono, doenças psiquiátricas e indução a hábitos não saudáveis, como o fumo, são efeitos do estresse. Pesquisadores do Projeto Blue Zone verificaram que pessoas em países mais longevos se estressam em alguns momentos. Entretanto, o diferencial é que eles possuem mais recursos e tomam atitudes para aliar o estresse. Exemplo disso é não trabalhar tanto, ter momentos de lazer, participar de atividades comunitárias, praticar algum hobby e cuidar da espiritualidade.

Preparado para viver bastante? Planeje-se!

Esperamos que tenha se inspirado com essa dicas comprovando cientificamente que certas alterações no dia a dia podem nos dar muitos anos a mais. Dessa forma, podemos nos preparar para uma vida idosa mais feliz e com muito mais qualidade do que as gerações passadas. Assim como no início do Século XX, hoje também estamos descobrindo novas ferramentas para melhorar a qualidade de vida e longevidade da população. Uma dessas ferramentas é o armazenamento de células-tronco.

A criopreservação (congelar) das células-tronco do nosso corpo permite que tenhamos peças de reposição para utilizar ao longo da vida. Ou seja, quando naturalmente nossas células passarem a falhar por conta da idade, podemos ter nossas células jovens e preservadas para cumprirem a função das células defeituosas. Essa é uma medida amplamente adotada fora do Brasil, e que a R-Crio já traz para a população há alguns anos. Entenda mais aqui.

Esperamos que tenha gostado do conteúdo de hoje. Convidamos você para continuar lendo mais textos em nosso blog, e se encantar com o universo das células-tronco e descobrir mais dicas sobre qualidade de vida e longevidade.

Até um próximo texto!