Com certeza você já ouviu alguém falar que armazenou as células-tronco de suas crianças. A verdade é que já há mais de 20 anos as famílias armazenam células-tronco no Brasil e no mundo. Apesar disso, ainda existem muitas dúvidas quanto as fontes de coleta e os respectivos benefícios para as crianças. Nesse texto vamos apresentar as principais diferenças entre as células-tronco do sangue do cordão e do dente de leite. Segue com a gente!

Tipos de células-tronco

Existem dois principais tipos de células-tronco adultas: as mesenquimais e as hematopoiéticas. Se você já pesquisou sobre o serviço de armazenamento com certeza ouviu esses termos. Cada um desses tipos tem um objetivo diferente no corpo. As células-tronco mesenquimais são as responsáveis por formar os tecidos sólidos do corpo, como ossos, músculos, pele, cartilagem, tecido nervoso, células de órgãos, vasos sanguíneos e muitos outros.

As células-tronco hematopoiéticas são as responsáveis por formar as células sanguíneas e de defesa do nosso corpo, como os linfócitos e plaquetas. Mas qual tipo armazenar?

Diferenças entre células-tronco

O melhor é ter os dois tipos de células-tronco guardadas, afinal cada uma tem um objetivo para a saúde. Entretanto, nem sempre é possível se programar para coletar, e por isso é interessante sempre conhecer as fontes de coleta de células-tronco.

Veja um resuminho das principais fontes de coleta:

diferença entre células-tronco

Diversas famílias entram em contato com a R-Crio dizendo que não puderam armazenar as células-tronco no momento do parto, e por isso querem conhecer mais sobre o armazenamento por meio do dente de leite. Porém, é importante sermos claros, e lembrarmos que o dente de leite tem células-tronco mesenquimais, capazes de gerar os tecidos do corpo, e o sangue do cordão umbilical, coletado no momento do parto, possui células-tronco hematopoiéticas. Veja as diferenças mais detalhadas aqui.

Células-tronco do sangue do cordão umbilical

Na década passada a coleta de células-tronco no parto foi bem difundida entre médicos, porém os mesmos médicos que institucionalizaram essa forma de coleta acabaram deixando de indicar para seus pacientes. O motivo? Quantidade de células-tronco armazenadas.

Muitas famílias passaram a questionar seus médicos – e os laboratórios de criogenia – sobre a quantidade de células-tronco armazenadas de seus filhos. As células-tronco hematopoiéticas não conseguem se multiplicar em ambiente laboratorial, então a quantidade coletada é a quantidade que a criança terá por toda vida. E a dosagem apropriada de células-tronco é igual a dos medicamentos: é baseada no peso do paciente.

Então se a criança crescer, e com isso subir de peso, pode ser que ela não tenha uma dosagem suficiente para utilizar em algum tratamento que venha a ser necessário, por exemplo no caso de leucemia. Com isso família deverá recorrer à um banco público de células-tronco para encontrar um doador compatível. Só para lembrar, a R-Crio NÃO trabalha com esse tipo de células-tronco. Somos especializados no tipo mesenquimal (coleta pela polpa do dente).

Então não vale a pena guardar células-tronco do sangue do cordão umbilical?

Como já falamos, é importante ter os dois tipos de células-tronco armazenados, porém existem outras possibilidades para o sangue do cordão. De acordo com uma publicação do site oficial do CRM-PR, as chances de uma criança precisar de transplante de suas células-tronco hematopoiéticas para doenças sanguíneas é menor do que 0,04%. Ainda, eles alertam que as clínicas privadas pouco explicam do componente genético dos cânceres sanguíneos (leucemias e outras), e por isso convém usar células de outras pessoas para o tratamento.

A orientação é armazenar células-tronco do sangue do cordão em bancos públicos, de forma que você deixe as células de sua criança para serem usadas por outras, e vice-versa. Assim as chances de encontrar um doador compatível e sem a carga genética causadora da doença são maiores. Veja uma matéria da Folha de S. Paulo sobre isso.

Células-tronco do dente de leite

Mais recentemente as famílias começaram a buscar o armazenamento de células-tronco pela polpa dos dentes de leite. Diferente das células-tronco hematopoiéticas, essas células-tronco são possíveis de serem multiplicadas dentro de laboratório.

Para se ter uma ideia, aqui na R-Crio nós coletamos somente alguns milhares de células na polpa dos dentes de leite, mas multiplicamos até chegar à milhões! E o interessante é que mesmo se o beneficiário precisar usar, podemos manter uma quantidade guardada, voltar a multiplicar, e ter novamente a quantidade que tínhamos. Como padrão armazenamos por volta de 5 milhões de células-tronco.

Ainda não existem bancos públicos de células-tronco mesenquimais (formadoras de tecidos) por não haver testes de compatibilidade bem estabelecidos para isso. Em contrapartida, em alguns casos, pode-se sim usar células-tronco de terceiros (chamado de uso alogênico), mas isso é mais incomum. Uma forma de uso de células-tronco mesenquimais não carrega a carga genética da célula, então é possível fazer uso de células de outras pessoas, mesmo sem nenhum parentesco, para conseguir bons resultados com a terapia celular.

Oportunidade para coletar células-tronco

Nossa recomendação é que, se você já tem as células-tronco do sangue do cordão armazenadas, faça também o armazenamento de células-tronco do dente de leite. Com isso sua criança ficará protegida das duas maneiras.

Agora, se você não armazenou no momento do parto, não deixe de armazenar na fase de troca de dentição. As células-tronco do dente de leite são jovens e por isso de rápida multiplicação, assim representando melhores resultados em uma eventual terapia celular.

E para que armazenar células-tronco?

Ambas formas de armazenamento servem como “peças de reposição” do corpo. Ao longo da vida nosso corpo vai envelhecendo, e com isso as células começam a desempenhar mal suas funções. Como as células-tronco podem formar outros tipos de células do corpo, o beneficiário pode utilizar suas células guardadas para formar novas células do local necessitado, assim conseguindo células jovens e saudáveis para utilizar no corpo. Quer saber como armazenar? Veja só!

E só criança pode armazenar células-tronco?

Não mais! Como falamos no começo do texto, sempre foi comum armazenar células-tronco de bebês e de crianças. Mas agora é possível também armazenar de adultos e de idosos. A R-Crio tem duas novas formas de coleta patenteadas por nós: pelo tecido adiposo e pelo periósteo do palato.

Pelo tecido adiposo o paciente deve passar por um procedimento estético de remoção de tecido adiposo, como a lipoaspiração. Então o médico separa uma parcela dessa gordura e envia para a R-Crio isolar as células-tronco mesenquimais ali presentes.

pelo periósteo do palato é mais simples. Por meio de um bisturi circular (uma “canetinha”) podemos coletar um pedacinho de 4mm do céu da boca, do tamanho da ponta de um palito de fósforo. Essa forma de coleta é tão simples que até mesmo crianças estão fazendo o procedimento.

Fizemos um texto sobre a coleta de células-tronco em adultos, veja aqui.

Quais as diferenças entre os tipos e formas de coleta?

A R-Crio só trabalha com células-tronco mesenquimais, mas incentivamos sempre a fonte do dente de leite por um simples motivo: jovialidade das células-tronco.

Ao longo da vida nosso corpo está sujeito a toxinas naturais e artificiais, e nossas células estão submetidas a tais toxinas. Ou seja, quanto antes armazenar, mais saudável a célula do organismo.

A taxa de multiplicação das células-tronco é importante também. As células de uma criança se multiplicam com muito mais facilidade do que de jovens e adultos, e por isso possuem mais potencial para tratamentos regenerativos.

Por hoje é só!

Gostou do texto de hoje? Não deixe de compartilhar com os amigos e familiares para eles saberem mais sobre o armazenamento de células-tronco, e como esse detalhe na vida das crianças pode fazer uma grande diferença lá na frente.

Semana que vem tem mais um texto! Até breve!